Saúde do Trabalho

chikungunya: conheça os sintomas, o tratamento e a prevenção

Campos dos Goytacazes vive uma epidemia de
chikungunya e já tem mais de 2 mil casos registrados da doença neste ano.

A chikungunya é uma infecção causada pelo vírus de mesmo nome que provoca sintomas como aumento na temperatura corporal e mal-estar, em um quadro que lembra gripe ou mesmo dengue. Mais do que isso, o problema está por trás de fortes dores nas articulações.

O chikungunya é transmitido pela picada de dois mosquitos, o Aedes agypti, comum nas cidades brasileiras, e o Aedes albopictus, mais restrito a locais cheios de vegetação.

Quando chega a corrente sanguínea, o vírus consegue se multiplicar e afetar uma membrana que recobre as articulações. Por conta disto, as dores em dedos, pulsos e tornozelos, característica que ajuda a diferenciar a infecção de uma dengue. Às vezes, esses sintomas persistem por meses ou até anos.

Por outro lado, há muitas pessoas que são infectadas com chikungunya, mas não manifestam qualquer sintoma. O problema: não dá para saber quem vai reagir bem ou mal à invasão desse inimigo da saúde. As medidas de prevenção, portanto, devem valer para todos.

Por sorte, são raros os casos de complicações potencialmente fatais da doença. Uma vez que o organismo debela o agente infeccioso, a pessoa se torna imune ao vírus para o resto da vida. No entanto, casos específicos podem evoluir para uma espécie de artrite crônica.

Sinais e sintomas do chikungunya

  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Erupções na pele

Fatores de risco

  • Exposição ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti
  • Alta temperatura, umidade do ar e chuvas frequentes, que favorecem a multiplicação desse inseto
  • Depósitos de água parada
  • Baixa imunidade

A prevenção

Como ainda não há uma vacina contra o chikungunya, a maneira de evitar o alastramento da infecção é reduzir ou eliminar a presença do Aedes aegypti, o principal transmissor.

Deve-se manter vigilância constante e acabar com focos de água parada, ambientes propícios para o desenvolvimento do inseto. As medidas aconselhadas aqui são: manter tampados reservatórios, colocar areia em pratos embaixo de vasos de plantas, limpar calhas, não guardar garrafas, pneus ou qualquer outro vasilhame em lugares sujeitos a formar poças. Lixo acumulado é outro perigo a ser evitado.

Você também pode instalar telas nas janelas impedir a entrada dos mosquitos. Mas vale lembrar que o criadouro deles pode estar justamente dentro de casa.

Outra tática para afastar o Aedes aegypti, e, consequentemente, o chikungunya, é passar repelente no corpo. A orientação é fugir de fórmulas caseiras e investir nos produtos industrializados feitos com substâncias reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sempre siga as instruções de uso e reaplicação.

O diagnóstico

Com sintomas parecidos com os de gripe e dengue, a febre chikungunya se distingue pelas fortes dores que pode causar nas articulações. Para confirmar a doença, porém, é preciso se submeter a um exame de sangue que revela se há anticorpos contra o CHIKV.

Hoje, há testes sanguíneos mais rápidos, disponíveis na rede pública, capazes de diferenciar os vírus chikungunya, zika e da dengue

O tratamento

Não há um remédio específico para enfrentar o CHIKV. Repouso e reforço na ingestão de líquidos são as principais medidas para quem foi infectado. O médico avaliará ainda se é necessário prescrever antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios para aplacar febre e dores.

A automedicação desaconselhada nesses casos: embora manifestações hemorrágicas sejam incomuns na febre chikungunya, remédios com ácido acetilsalicílico na fórmula podem causar complicações sérias.

Nos casos em que as dores nas juntas se prolongam, o tratamento deve ser individualizado, até porque a ciência ainda precisa evoluir bastante nos efeitos de longo prazo dessa infecção.

Para saber mais procure a Segmed pelos telefones (22) 2748-8500 e (22) 998.190.842.

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